domingo, 21 de fevereiro de 2016

Humberto Eco também se posicionou quanto às redes sociais
dizendo que elas deram o direito à palavra a uma "legião de imbecis". "Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel", dissera o intelectual.
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Nem sou capaz de avaliar o quanto os erros ortográficos, geográficos, históricos e sociais afetam minhas delicadas bainhas de mielina transformadas em teia de aranha doida quando leio pessoas se indispondo com outras querendo fazer seu "direito" de escrever fora das normas ortográficas - leia-se ERRADO - porque merecem o direito de expressão.
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É claro, vamos exercer nosso livre arbítrio, grafando corretamente.
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(ops! meu fígado hoje precisa ser desopilado!)
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Meus queridos, antes que venham me achincalhar, adoro as redes sociais e são berço de meus devaneios e de minhas horas vagas mas, por favor, elas possuem corretor ortográfico que sublinha as palavras grafadas erroneamente em vermelho, ou seja, CORRIJA.
ooooo
Na última sexta-feira, esperando o atendimento do caixa bancário, observei uma mãe e uma criança de uns 6 anos, aparentemente. A mãe, com um celular na mão, passando insistentemente a tela observando postagens de rede social e a criança, oscilando movimentos pendulares com o corpo, com o enroscar nas pernas da mãe e sons imitando sons do ambiente. Criança brincando dentro da normalidade da idade, tentando chamar a atenção sobre seus atos e brincando EM SILÊNCIO, sem contato visual, físico ou outro com o ser gerador presente. Isso se seguiu ao momento que seu enroscar nas pernas da mãe veio a incomodar e se seguiu ao fato da mãe começar brincar num joguinho pelo celular e a criança "incomodar" pelo simples fato de pedir que queria ver a tela.
Fico cá pensando com meus botões: a quem caberá a educação dessa criança? À escola? Aos avós que não usam redes sociais e jogos pela internet? À rua e aos sistemas socioeducativos?
Em nenhum momento foi dirigida pelo ser gerador (pode ler-se mãe), uma única palavra àquela criança a não ser que "estava incomodando" por querer aninhar-se nas pernas da mãe para ver a tela do celular. Nem por um instante teve um afago. Nem por um momento ...
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Enquanto isso, eu torcia para que aquele aplicativo travasse ...
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Temos uma máxima quando estamos reunidos como família: nenhum aparelho eletrônico deverá ser acessado para as redes sociais. Falamos, rimos, contamos piadas, tomamos skol, comemos uma carne assada.. e nos curtimos. Portanto, se quiser fazer parte de nossa vida, deixe esses aparelhos bem longe de nós.
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A comunicação é tudo. O toque é insubstituível.
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Há pouco ouvi na TV quando comentavam sobre a vida de Humberto Eco algo assim: "Quem não lê, aos 70 anos terá vivido só uma vida. Quem lê, terá vivido 5 mil anos. A leitura é uma imortalidade de trás para frente".

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Hoje, divagando enquanto viajava e cozinhava ao sol da BR-116, lembrei-me da safadeza do extintor ABC e pensei no golpe que só mudou de época e ideologias: o "ouro para o bem do Brasil". Lembro dos meus pais comentarem que, àquela época, as pessoas doavam em postos de arrecadação dos municípios, além das joias de família, as próprias alianças: possuíam uma ideologia pátria e acreditavam, com o gesto, contribuir pro crescimento de um país. Era uma safadeza com o povo, mascarada na ideologia. Hoje, estarrecida, me deparo com a safadeza de alguns em lotar seus próprios bolsos quando vejo, na entrega de um pequeno caminhão num posto de gasolina, dos ditos cujos extintores ABC impostos até há poucos dias e revogados ontem. Fiquei pensando nos prejuízos dos empresários que devem ter investidos horrores para tentar driblar a crise monetária , desse próprio empresário que produziu aquele produto que estava sendo entregue naquele momento e d revendedor que teria que arcar com a compra. Todos, agora, serão obrigados a engolir esse prejuízo. Pensando nas pessoas de boa índole que buscaram servir à lei trocando o equipamento do seu carro,pensei, pensei, pensei e me vi, por mais uma vez enquanto cidadã, vestida com chapéu de Bozo. Este é um país que não é sério!